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As religiões em crise


O mundo nunca esteve tão fragmentado religiosamente como hoje. Alguém disse que a religião – referindo-se ao cristianismo e as diversas ramificações das religiões mundiais – são "reformulações" de doutrinas e religiões antigas. Das religiões primais vieram às nacionais, e destas todas as religiões mundiais. Trocando em miúdos, a religião é fruto de um processo evolutivo e sincrético. É preciso avaliar até que ponto isso é verdade, ou seja, se todas as religiões são frutos de uma miscigenação religiosa.

Geralmente quem olha para o mundo islâmico vê nele um povo unido, sem divisões dogmáticas ou administrativas. No entanto, o Islamismo é uma das religiões mais fragmentadas do mundo. Além de xiitas e sunitas, existem pelo menos 70 seitas dentro do Islamismo. Há quem sugira que quanto mais distante fica de Meca, mais sincrética e oculta se torna a fé islâmica. É o que acontece no norte da África e países abaixo do Saara, onde o Islamismo muitas vezes se confunde com o ocultismo pagão, ou seja, é difícil saber onde termina a devoção islâmica e começa o culto pagão.

A Igreja Católica é outro exemplo de desfragmentação. O primeiro grande cisma ocorreu em 1054 quando a Igreja Ortodoxa de Constantinopla – por questões dogmáticas e administrativas – separou-se da Igreja Católica com sede em Roma. Atualmente existem cerca de 175 milhões de ortodoxos no mundo, presentes em sua maioria na Grécia, Turquia, Rússia e norte da África. Em 1517 ocorreria o maior cisma que a Igreja Católica jamais conseguiria reverter. Martinho Lutero rompeu com Roma e abriu caminho para inúmeros outros reformadores. Surgiram diversas denominações protestantes, tanto na Europa como no Novo Mundo (Américas).

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