Ao mesmo tempo em que a sociedade e os meios de comunicação discutem a problemática do nepotismo na política brasileira, líderes evangélicos promovem uma espécie de “nepotismo religioso”. Um caso típico – trazido ao conhecimento público em dezembro de 2011, por um diácono da Assembleia de Deus do Rio Grande do Norte – revela a gravidade e, ao mesmo tempo, a extensão do problema em que a igreja evangélica se vê imersa. Segundo Laurivan de Souza, o então pastor presidente da AD local, Raimundo João de Santana, indicou para o cargo de segundo vice-presidente seu genro, pastor Joacy Varela. Indicado para vice-presidência, o pastor Elizeu Moreira - até então responsável pela tesouraria – indicou para ocupar o posto seu sobrinho, o também pastor Edson Moreira Netto. Feita às vésperas da eleição da nova diretoria, a denúncia feita pelo diácono de Natal tipifica a realidade de grande parte das igrejas evangélicas brasileiras. Embora com maior predominância no movimento pentecosta...