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Mostrando postagens de novembro 28, 2012

Os limites entre a fé e a medicina

Na década de 1890, segundo Aldrin Moura de Figueiredo (A Cidade dos Encantos, 2009), para cada médico que clinicava nos hospitais e consultórios de Belém do Pará, cinco pajés atendiam em suas casas e eram tão importantes quantos os médicos. Nesse momento, explica Figueiredo, a medicina não estava plenamente institucionalizada na Região Norte, não havia associações médicas, faculdades de medicina. Os médicos se formavam na Bahia, no Rio de Janeiro ou no exterior e, muitas vezes, por lá ficavam. A pajelança, na Amazônia, era ao mesmo tempo religião e medicina, tinha um cunho espiritual e outro social. O quadro apresentado por Figueiredo é passível de compreensão dada à ausência de especialidades médicas na Região Norte, mas isso era em 1890. Atualmente, apesar da média de médicos por mil habitantes ainda ser inferior em relação às demais regiões do Brasil – segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e divulgada em 2012, enquanto a média brasileira...